Biografia Resumida

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Syllas Valadão, fundador do grupo de direita PATRIOTAS –  Já fui agredido de muitas formas.
Agredido por ser conservador, por defender o Brasil, e principalmente por militar contra a esquerda.
Fui o primeiro a fazer campanha  contra ideologia de gênero no Brasil, difundindo a existência dessa ideologia e atraindo milhões de pessoas que nem sabiam que esse ataque ideológico cultural existia e estava sendo implantado.

Fui perseguido por militar contra os comunistas e contra os socialistas.  Os comunistas esquerdopatas dizem qudeio os pobres, que sou um capitalista sem coração. Me chamam de nazista, fascista e bobagens do tipo. Fui processado pelo PT, acusado de formação de quadrilha. Mas nenhum deles sabem como foi minha infância, e isso, resumidamente vou contar aqui.

Quando criança morávamos em uma casa de 3 pequenos cômodos, éramos 7. Eu, meus 4 irmãos, meu pai e minha mãe;
Não podia dizer que se tratava de uma casa, mas era o que tínhamos. A casa sem reboco gotejava muito quando chovia, e as gotas faziam muito barro no chão de terra. Por não ter piso, muitas vezes minhocas saiam da terra e ficavam se arrastando  pelo chão da  “sala”. Era uma sala sem mesas nem cadeiras, na verdade só haviam algumas maquinas de gráfica do meu pai, que fazia impressão de papeis pra seus clientes.  Essas máquinas incomodavam muito, eram muito barulhentas e não nos permitiam dormir o suficiente, pois ele trabalhava até a madrugada  e começava novamente de manha.

A “casa” era usada praticamente pra “dormir”. O “quarto” era pequeno e cabia apenas a cama de casal e um berço de criança. Na época eramos 3. Eu fui o terceiro filho e dormia no berço enquanto meus irmãos dormiam no chão ou com meus pais na única cama que tinha.

Quando meu irmão nasceu, o quarto filho de meus pais, minha mã colocou pra dormir em uma cadeira de madeira que desarmava e ficava um pouco maior, como uma cadeira de balanço. O tempo foi passando e com medo de ele rolar e cair no chão deixei ele dormir no berço e fui dormir na cadeira, como eu era maior, a cadeira  era muito desconfortável, mas tudo bem, pois meu irmão estava seguro. Fiquei meses dormindo na cadeira até que meu pai comprou uma cama beliche, e então fomos dormir 2 em cada cama, já foi um grande alivio e podíamos dormir melhor.

De manhã geralmente não tinha comida. Meu pai acordava cedo, ligava as maquinas, imprimia alguma coisa e saia pra rua.
Minha mãe saia pra trabalhar em um hospital, onde era faxineira. Ficávamos sozinhos em casa, no início minha irmã cuidava do meu irmão que era mais novo.

Quando acordávamos as vezes tinha pão, mas sem manteiga. Na maioria das vezes não tinha e com fome procurava qualquer coisa pra comer, o fubá era barato então comíamos “fubá suado”. O “fubá suado” era fácil fazer, quando tinha açúcar fazia fubá suado doce, quando não tinha açúcar fazia fubá suado de sal. Mas algumas vezes faltava sal. Pra fazer o “fubá suado”, quando tinha gás fazíamos no fogão a gás, se não tinha improvisávamos um fogão feito com tijolos e fazia na lenha. Em uma frigideira colocava o fubá e ia torrando com um pouco de óleo, depois ia pingando água, um pouco de sal e um pouco de açúcar, mexia até ficar um pó meio granulado, era nosso café da manha.

No almoço  fazíamos o que tinha na geladeira. Batata e cenoura era o que costumava ter, se tinha arroz fazíamos uma mistura de arroz com cenoura e batata. Se não tinha arroz,  comíamos “fubá suado” de novo. Nosso quintal era grande, bom, nossa casa eram 3 pequenos cômodos e tinha espaço do lado de fora pra plantar alguma coisa. Tínhamos pé de goiaba, limão, abacate e maracujá, frutas que quando tinha, nos serviam de alimento, e eram nosso “café da tarde”. Muitas vezes orava a Deus pra fazer as árvores darem frutos pra termos o que comer, mas não funcionava. As vezes só tinha limão, e muitas vezes que não tinha o fubá, eu comia o limão.

O jantar costumava ser um pouco melhor, minha mãe as vezes comprava alguma coisa ou trazia restos de comida do hospital, que tinha carne. Me sentia mais forte quando comia carne. E assim foi por muitos anos.

Em 1987  foi criado um projeto do governo Sarney, se chamava programa nacional do leite, que beneficiava três milhões de crianças, eu fui uma delas. Recebíamos uma cartela com 30  tickets de leite, que no bar da esquina  trocávamos pelo leite tipo C.
O leite do Sarney, como minha mãe dizia. Naquela época já na escola, acordávamos 6 da manha com a radiola do meu pai tocando um sertanejo horrível, que me deixava muito stressado logo de manha.

Íamos para escola Consul Antônio Cadar, no bairro Minaslândia em Belo Horizonte, onde meu momento especial era do recreio e da merenda, tinha um mingau que eles faziam com um pó nutritivo que eu gostava muito, tinha muito leite em pó, que as vezes empelotava e eu gostava das pelotas.

Fora da escola o leite do Sarney costumava ser a única coisa que tinha pra comer a tarde. Com as dificuldades, um pouco maiores, eu e um dos meu irmãos começamos catar recicláveis pra vender. Catava latas na rua, pedaços de ferro, cobre e tudo que era metal. Outras vezes catava esterco nos currais e vendia para as senhoras que plantavam alface e couve. Dava algum dinheiro, que dávamos a minha mãe pra ela comprar alguma coisa, ou as vezes comprava o fubá.

Com mais ou menos 13 anos comecei “trabalhar”, na verdade pegava uns bicos pra cuidar de um bode. Quando Sarney saiu do governo o programa do  leite acabou e alguém aqui perto fez um projeto do “leite de cabra”, eles davam cabras à famílias carentes, que cuidavam delas e ao cruzarem e dar crias, dividiam o leite das cabras com os bezerros. Minha mãe fez inscrição no projeto e chegamos ter uma cabra que se chamava “branquinha”,  e que teve 2 filhotinhos. Eu é quem cuidava do bode que cruzava com as cabras, eu ganhava 15 cruzados novos pra isso.

Eu vivia na rua, não tínhamos televisão, apenas a radiola onduvíamos os discos coloridos do Silvio Santos, discos que ganhamos de presente com as histórias da Cinderela. No início da história Silvio Santos nos incentivava obedecer o papai e a mamãe. Como vivia na rua haviam más influencias, haviam colegas que começaram usar drogas mas nunca me envolvi com eles, nem nunca usei drogas.

Aos sábados íamos a uma igreja adventista do sétimo dia, no bairro São Paulo, que ficava a 2,6 KM da minha casa. Minha mãe não podia pagar o ônibus para todos, até então para 4 crianças, e andávamos a pé. Eram 5,2 quilômetros pra ir e voltar. As vezes quando o sol estava muito quentu chovia, arriscávamos pegar o ônibus, que demorava muito, minha mãe pagava passagem apenas pra ela e nós passávamos debaixo da roleta. Às vezes não tínhamos sorte e pegávamos o ônibus de um motorista “chato”, e dai, tínhamos que descer do ônibus e ir andando, pois ele não deixava passar debaixo da roleta. Meu pai não ia a igreja, apenas minha mãe com Arnaldo no colo, revezava entrs braços, enquanto com a outra mão segurava um de nós, que estava de mãos dadas uns aos outros. Era eu, Davidson e Denise andando na rua de mãos dadas, segurados por minha mãe, pra não ser atropelados pelos carros.  Esse era nosso trajeto.

Depois de um tempo, pelas dificuldades e pela distancia, fomos pra outra igreja. Fomos para  igreja batista no bairro primeiro de Maio, mais perto, era igreja do pastor Domício, um bom homem. Deus falou muito comigo lá. Ocasionalmente minha mãe nos levava a uma igreja que seria o início da igreja batista da lagoinha, que funcionava em uma loja de escapamentos de carro na avenida Antônio Carlos, cujo pastor era José Rego do Nascimento.

Na igreja aprendi valores, aprendi ser honesto e conheci a Deus. As Igrejas não são perfeitas, mas era o que tinha, e mesmo havendo equívocos, abrigou e abriga milhões de pessoas.  Me alimentou espiritualmente, assim como o “leite do Sarney” mesmo sendo um projeto populista, me alimentou fisicamente. E assim foi por muitos anos, tempo passou.

Hoje como fundador do Patriotas e conservador de direita, não sou contra projetos sociais, sou a favor. Muitas vezes o projeto do Sarney proveu  a única coisa que eu tinha pra comer. Mas sou muito mais a favor de as pessoas terem bons empregos pra nunca precisar depender do governo.

Não foram projetos sociais que me fizeram uma pessoa de bem.
Não foram projetos sociais que abriram a Gráfica Valadão, empresa que hoje sustenta a família, foi nosso trabalho.

Quando fundamos o Patriotas o fizemos porqu Brasil estava indo para o abismo. Todo trabalho que tivemos estava em risco, a gráfica Valadão estava sendo destruída pelo governo do PT. Nossas vendas caíram 70%, nosso pro labore é ridículo. S PT continuasse, perderíamos a gráfica e entraríamos nos programas sociais para depender de migalhas como dependíamos antes, é isso que é bom para o Brasil?

Diante disso, digo aos esquerdistas, àqueles que são intelectualmente honestos: sei o que é pobreza e sei como sair dela.
Programas sociais não tiram pessoas da pobreza, eles atenuam mas não resolvem o problema.

O que tira as pessoas da miséria é o trabalho, é a produção, é o esforço próprio.
O melhor papel do governo em tudo isso, é não atrapalhar.